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Heróis do Mar

Rota das Algas

Chef Joana Melo Duarte

Era uma vez uma bióloga e cozinheira muito curiosa. Em passeios pelas poças de maré, começou a encantar-se pelo universo destes seres marinhos fotossintéticos. Estudou, recolheu, provou e lançou a Rota das Algas para partilhar paixão e conhecimento. Mais do que “um exercício de literacia dos oceanos”, o trabalho de Joana Melo Duarte é um presente que se encontra nas rochas e se serve à mesa.

  • Texto: Teresa Castro Viana
  • Fotografia: Maria João Gala
14 de Outubro, 2025

Do mar para a cozinha, da cozinha para o mar — o percurso profissional de Joana Melo Duarte navega por dois universos distintos que, a certa altura, se unem. Licenciada em Biologia Marinha e Biotecnologia pelo Instituto Politécnico de Leiria, começou a trabalhar como bolseira no IPMA, na equipa de investigação de Pelágicos (sardinha e anchova), ainda durante o curso. “Estava embarcada vários meses ao longo do ano”, conta. Mas não se sentia totalmente satisfeita com a função e, como tinha trabalhado em alguns restaurantes durante os verões da faculdade, resolveu “avançar para esta área e experimentar”.

Mais tarde, rumou a Espanha, onde concluiu o Mestrado em Oceanografia na Universidade de Cádiz. Quando regressou a Portugal, dois anos depois, sem bolsa de investigação, pensou rapidamente: “Vou tirar um curso de cozinha e ver se gosto disto.” Sem prática nem historial familiar, apenas uma intuição. “Simplesmente era uma coisa que eu sentia que gostava.” Assim foi.

Em 2009 parte novamente para o país vizinho, desta vez para Barcelona, onde se formou em cozinha na Escola Hoffmann. “Comecei logo a mandar currículos para restaurantes com estrela Michelin, a querer trabalhar. Estava com muita pressa, tinha 28 anos.” Achou que ficaria um ano — ficou seis.

De regresso a Portugal, quis fazer algo diferente. “Já não queria estar num registo tão forte, tão rigoroso”, explica. Foi então contratada pelo chef Henrique Sá Pessoa para a abertura do Tapisco, restaurante que pretendia unir a cozinha espanhola à portuguesa.

No final de 2021, já a lecionar na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, surgiu a oportunidade de também dar aulas na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, além de um convite para uma consultoria. Com 44 anos, sentiu a necessidade de dar outro passo: “Não vou ficar eternamente à frente de uma cozinha porque vou-me tornar obsoleta, preciso fazer uma coisa nova.”

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