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O ícone da Ford reinventa-se num SUV totalmente elétrico que abdica dos cilindros mas preserva a atitude. Testámos a versão Premium RWD de 276 cv, onde a sofisticação tecnológica e o minimalismo se cruzam com uma dinâmica de tração traseira que exige respeito mas proporciona diversão.
A Ford tomou uma das decisões mais audazes da sua história ao colocar o logótipo do cavalo selvagem num SUV elétrico. Decisão que não foi unanimemente recebida pelos fãs da marca e em particular do modelo. Ainda assim, há muito para descobrir nesta reedição. O Mustang Mach-E não é apenas uma mudança de motorização; é uma declaração de intenções sobre o futuro da marca, onde a performance e a sustentabilidade deixam de ser conceitos antagónicos. No contacto com a unidade ensaiada que a blue Travel teve acesso, a versão Premium RWD (tração traseira) com a marcante cor Molten Magenta, fica claro que as referências à Ford são quase inexistentes no exterior, dando total protagonismo à mística Mustang, visível na projeção da iluminação do cavalo selvagem, no volante e na assinatura luminosa traseira.
Estética disruptiva e o detalhe das portas “E-Latch”
O design do Mach-E é uma combinação de fluidez e robustez mas são os detalhes funcionais que captam a atenção imediata. Um dos pontos mais curiosos reside nos puxadores das portas – ou na ausência destes. O sistema E-Latch substitui o mecanismo tradicional por botões e pequenos manípulos. No interior, o manípulo é intuitivo e ágil. Por fora, o condutor e o passageiro da frente dispõem de um botão e um pequeno suporte tátil, enquanto atrás basta carregar no botão para que a porta se abra ligeiramente. Há ainda um detalhe herdado do mercado americano: uma série de códigos táteis na porta do condutor, permitindo o acesso ao veículo sem chave.
Este exterior é complementado por jantes de liga leve de 18 polegadas (com opção de 19″ em preto), faróis LED com design Mustang e um tejadilho com perfil descendente que, apesar de desportivo, não compromete a habitabilidade traseira.
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