Barómetro do Turismo aponta estabilidade no setor e expectativa de crescimento em 2026
A 75.ª edição do Barómetro do Turismo do IPDT revela estabilidade nos fluxos turísticos, um índice de confiança de 83,2 pontos, e previsões maioritariamente positivas para o primeiro semestre de 2026.
- Texto: Redação
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A 75.ª edição do Barómetro do Turismo, divulgada pelo IPDT – Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo, revela que o setor mantém “níveis de confiança historicamente elevados” e antecipa um novo ciclo de crescimento no primeiro semestre de 2026. O estudo analisa igualmente as previsões para a quadra natalícia de 2025 e a evolução dos principais mercados emissores e destinos concorrentes de Portugal.
O Índice de Confiança fixou-se nos 83,2 pontos, “o segundo valor mais elevado alguma vez registado num quarto trimestre desde 2010”. Segundo o Barómetro, este resultado confirma a “resiliência e atratividade do turismo em Portugal”, apoiado na “estabilidade económica”, na “valorização da hospitalidade portuguesa” e no “reforço do reconhecimento internacional do destino”.
Apesar deste desempenho positivo, os profissionais alertam para vários riscos. Entre as preocupações identificadas estão o “crescimento acelerado da oferta, sobretudo em Lisboa e no Porto”, a “crescente perceção de insegurança em áreas urbanas”, “a falta de resposta na operação aeroportuária” e o “risco de perda de rentabilidade dos projetos hoteleiros”. Estes fatores reforçam a necessidade de “planeamento estratégico e maior coordenação pública e privada”.
As perspetivas para o primeiro semestre de 2026 são consideradas “maioritariamente positivas”.
Os profissionais antecipam aumento da atividade turística, reforço da procura externa e interna, crescimento do emprego e dinamização do investimento privado.
A expectativa de uma “redução da carga fiscal” é apontada como a “principal mudança” face ao período homólogo e como um elemento-chave para reforçar a competitividade do setor. Persistem, porém, sinais de cautela relacionados com a “rentabilidade das empresas” e com o “ligeiro aumento previsto do endividamento”.
Relativamente à quadra natalícia de 2025, o mercado interno deverá apresentar níveis de turistas e dormidas muito próximos dos verificados em 2024. Já as receitas deverão aumentar, uma vez que 47% dos profissionais prevêem um crescimento face a 2024, impulsionado pela “maior valorização da oferta” e por uma “gestão mais eficaz da ocupação e dos preços”. No mercado externo, prevê-se um ligeiro crescimento do número de turistas e dormidas, sendo as receitas o indicador mais positivo, com 48% dos inquiridos a antecipar um aumento.
Os principais mercados durante o Natal e fim de ano de 2025 serão Espanha, Reino Unido, França, Estados Unidos e Alemanha.
Espanha, Itália e Grécia continuam a ser os principais concorrentes diretos de Portugal na captação de turistas internacionais durante esta época. Marrocos e Turquia também surgem como destinos que têm vindo “a ganhar tração” no inverno.