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Hotéis e Alojamentos Internacionais

Auberge du Jeu de Paume, Chantilly

Hotel Sana Chantilly Relais & Châteaux

  • Texto: Célia Lourenço
  • Fotografia: Luigi Fiano
27 de Março, 2026

Chantilly é uma cápsula de bom gosto. Uma cidade com a escala de um cartoon, inversamente proporcional à dos seus majestosos estábulos, que são os maiores da Europa. Onde existe um château que, além da indiscutível beleza arquitetónica, alberga a segunda maior coleção de pintura antiga de França. Que deu nome ao creme tido por muitos como a maior gourmandise da história e que foi cenário de um filme de James Bond. Tudo isto num só lugar, onde existem mais cavalos do que pessoas, a uma hora de Paris.

Chegar a Chantilly é qualquer coisa de extraordinário. A cidade está rodeada por uma densa floresta que atravessamos como se vivêssemos um conto, daqueles que existem na literatura e nos povoam a imaginação. A estrada parece não ter fim; vamos olhando para os lados e o mistério vai-se adensando… não conseguimos ver para além das árvores que, nas suas copas altas e muito juntas, também não deixam passar a luz do sol. Apenas sobre nós vemos o céu azul, lá em cima. De vez em quando, percebemos o vulto de um cavalo que passa entre as árvores, nesse espaço que parece encantado — o que aguça ainda mais a curiosidade.

Quando o carro começa a aproximar-se do fim desta estrada e a escuridão fica para trás, é inevitável — todos começam a esticar o pescoço para tentar ver onde estamos.

De repente, abre-se uma clareira, contornamos uma elegante rotunda e somos James Bond quando aqui chegou no encalço de Zorin, o vilão de A View to a Kill (1985). Bond veio num Rolls-Royce prateado e assim nos sentimos também.

À nossa frente abre-se um mundo luminoso. À direita temos o Château de Chantilly e esta imagem da chegada fica-nos gravada para sempre: um palácio perfeito na proporção e enquadramento, rodeado por um lago que reflete a sua imagem, com jardins a perder de vista. Paradigma da elegância francesa, da harmonia e do equilíbrio, num apelo estético arrebatador.

Em frente, ou seja, do lado esquerdo da estrada que vamos percorrendo, um outro conjunto arquitetónico ergue-se, imponente, num ponto mais elevado, com todas as suas pedras a gritar Barroco. O que parece um grandioso palácio de desenho rigoroso e fachada de simetria irrepreensível é, na realidade, o complexo de cavalariças do Château de Chantilly. As Grandes Écuries são os maiores, em área, e os mais ricos e espetaculares estábulos da Europa, de um luxo tão surreal para a função que, em A View to a Kill, se poderia pensar que eram ficção… mas, como sempre e como agora, são morada de cavalos e hoje albergam o Musée Vivant du Cheval.

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