BUGATTI Grand Tour Portugal: Performance, elegância e paisagem ao mais alto nível
A edição de 2025 do BUGATTI Grand Tour Portugal levou 18 modelos icónicos com motor W16 a percorrer o país de norte a sul numa jornada de mil quilómetros, onde potência e beleza se fundiram com um cenário de exceção.
- Texto: Nuno Guedes Vaz Pires
- Fotografia: Bugatti e 2Fast4You
Em Portugal, a estrada é mais do que um caminho — é uma experiência sensorial, uma narrativa em movimento. E poucos veículos estão tão à altura desse desafio como os hipercarros da Bugatti. A edição de 2025 do BUGATTI Grand Tour Portugal levou 18 modelos icónicos com motor W16 a percorrer o país de norte a sul numa jornada de mil quilómetros, onde potência e beleza se fundiram com um cenário de exceção.
DOURO: O INÍCIO MAJESTOSO
O arranque deu-se no vale do Douro, território mítico onde o vinho molda a paisagem e o tempo parece mover-se devagar. Entre vinhas em socalcos e encostas íngremes, os motores ganharam vida e ecoaram pelas margens do rio. Uma pausa na Casa Redonda, da Quinta das Carvalhas, ofereceu o primeiro grande momento: gastronomia com vista para um dos vales mais deslumbrantes da Europa. O ritmo da estrada, com curvas desenhadas pela geografia e quase sem trânsito, preparou os sentidos para o que viria a seguir.
SERRA DA ESTRELA: ALTITUDE E ATITUDE
A segunda etapa levou os Bugatti até ao topo de Portugal. A ascensão à Serra da Estrela, por vias estreitas e desafiantes, foi pautada por momentos de contemplação e pura adrenalina. O Mosteiro de São João de Tarouca, mergulhado em história, acolheu um café matinal tranquilo antes da passagem pela Mesa de Lemos, onde a cozinha de autor encontrou um público habituado à exigência. A visita à Burel Factory, símbolo de design e inovação em plena montanha, deu nova dimensão à experiência: Portugal sabe reinventar-se, mesmo a partir da lã. Ao cair da tarde, o grupo foi recebido no Casa de São Lourenço – Burel Panorama Hotel, onde o vale glaciar se abriu em toda a sua grandiosidade, emoldurado por janelas panorâmicas e por um cocktail ao pôr do sol.
Mais de 1.000 km, 18 Bugatti W16, e um país revelado curva a curva — entre a força da engenharia e a beleza da paisagem.
ALENTEJO: RITMO E CONTEMPLAÇÃO
A paisagem mudou, mas o encanto manteve-se. Do rigor das montanhas à vastidão das planícies alentejanas, o Grand Tour encontrou uma nova cadência — mais fluida, mais solar. Em Vila Velha de Ródão, o Restaurante O Cais, junto ao Tejo, foi cenário para um café sereno à beira-rio. As paisagens começaram a alargar-se, os tons tornaram-se mais quentes, os horizontes mais longos. Portugal trocou o verde intenso pela paleta dourada do Alentejo.
O almoço decorreu na Herdade Papa Leite, um refúgio contemporâneo em plena planície. Mais à frente, o tour atravessou a região até à Quinta do Paral Hotel — uma unidade hoteleira de charme rodeada de vinhas, que ofereceu conforto, design e tranquilidade no final de um dia cheio de quilómetros e emoções.
CIRCUITO DO SOL — VELOCIDADE CONTROLADA
Entre os 240 quilómetros percorridos nessa jornada, destacou-se um momento único: uma volta simbólica no Circuito do Sol, seguida de uma sessão de pista onde os condutores puderam explorar os limites técnicos das suas máquinas. Reta após curva, o ruído dos motores encontrou ali o seu habitat natural.
ENCERRAMENTO NA VIDIGUEIRA
A última paragem do Grand Tour aconteceu na Herdade do Sobroso Wine & Country House, na Vidigueira. Inserida entre vinhas banhadas pelo sol, esta propriedade ofereceu um interlúdio de serenidade absoluta. Um lugar para respirar fundo, absorver a jornada e saborear, com tempo, o que de mais autêntico Portugal tem para oferecer.
UM PAÍS AO RITMO DA EXCELÊNCIA
O BUGATTI Grand Tour Portugal não foi apenas uma demonstração de engenharia e prestígio. Foi uma redescoberta do território português, com cada estrada a revelar uma nova faceta de um país que surpreende sempre — na história, na gastronomia, na paisagem, na autenticidade.