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É trabalho de alfaiataria, alta-costura em hotelaria. Uxuá Maré é filosofia agregada num nome. Ao mesmo tempo muito indígena e muito internacional, é miragem plantada em cima da praia de Itapororoca, junto a Trancoso. A Bahia como ela só. Axé!
Chegámos já era noite serrada… Final de um dia cheio de lugares bonitos, diretamente de um jantar regado de Chianti e boas conversas. Entre o breu e a euforia, os risos e as rodinhas das malas enterradas na areia do caminho, não distinguíamos tons nem trajetos.
Rosivaldo recebeu-nos nessa noite quente e húmida de casaco impermeável fechado até cima, apetrechado de lanterna de bolso e afabilidade baiana.
Tínhamos acabado de entrar no Uxuá Maré, no meio da Mata Atlântica, sem teto de receção nem formalidades que adorámos dispensar.
Como num jogo, os nossos nomes faziam correspondência com as cores: Branca, Azul e Amarela. Seguimos na direção das cores respetivas, sem passar pela casa de partida – nem ir parar à prisão! “As chaves estão nas portas dos quartos”, indicava Rosivaldo, num parêntesis no meio de uma conversa que, apesar de curta, começou na aldeia de pataxós onde vive, perto de Trancoso; a forma como se desloca até ali, por aquele caminho de terra muito batida (sobretudo em dias de chuva intensa como aquele); a segurança que demonstra as portas deixadas no trinco e o frio que sente quem passa a noite de vigia, mesmo com o termómetro a oscilar entre os 20 e os 30 graus praticamente todo o ano.
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