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A Foton eTunland marca uma entrada disruptiva no segmento das pick-ups em Portugal, não só por ser um nome ainda pouco conhecido, mas sobretudo por apresentar uma proposta 100% elétrica num mercado (ainda) dominado pelo diesel. Ao volante, esta pick-up de dimensões generosas revela-se um veículo de contrastes: oferece acelerações improváveis para o segmento e acabamentos interiores de qualidade. Contudo, em certos aspetos, exige um período de habituação superior ao de um veículo europeu tradicional. Mas trilha um caminho no segmento das pick-up que parece validado, ainda muito
recentemente, pela grande referência que é a Toyota Hilux, com o lançamento inédito de uma versão totalmente eletrificada, a primeira da história do modelo mítico da marca nipónica.
Conduzir a Foton eTunland pela primeira vez requer uma reconfiguração dos nossos instintos de condutor. Há aspetos particulares desta pick-up que exigem adaptação, e não falamos apenas da sua dimensão ou do facto de ser elétrica. O ponto mais evidente e que exige maior habituação é o sistema de travagem. O tato do pedal é bastante diferente do habitual, notando-se uma calibração que destoa do que esperamos. Nada que o tempo e algumas dezenas de quilómetros não resolvam.
Esqueça a travagem progressiva e imediata; aqui, o pedal é muito esponjoso. Para conseguir a percentagem de travagem desejada, é necessário aplicar uma pressão superior ao normal. É um sistema que requer mesmo algum “músculo” por parte do condutor, obrigando a antecipar as paragens de forma diferente até que essa calibração se torne natural.
O segundo ponto de habituação está ligado à sua natureza de pick-up. Especialmente quando circulamos sem carga na espaçosa caixa traseira, o conforto é relativo. Sentimos uma carrinha “saltitona”, fruto de um acerto de suspensão que, não sendo totalmente desconfortável, é intenso. A ficha técnica confirma a razão de ser deste comportamento: a eTunland está equipada com uma suspensão traseira de eixo rígido com folhas de mola, uma solução clássica e robusta, ideal para suportar carga, mas que penaliza o conforto quando a caixa vai vazia. Mais uma vez, nada que o hábito não “corrija”.
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