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Foi uma viagem de estreias. Não a primeira viagem a Londres, mas a primeira viagem a Londres em que o magnetismo da capital foi ultrapassado por um desejo mais forte – e ao mesmo tempo mais suave.
O de permanecer e não tanto de circular. O de mudar o ritmo. Viver a cidade num outro compasso. Foi a primeira vez que não acertámos o passo pela batida frenética de “London Calling” dos The Clash. Acompanhou-nos antes Adele. A grandiosidade do tema “Set Fire to the Rain” deu o mote. A voz assombrosa da cantora britânica e a letra que fala de missões que parecem impossíveis, do que emerge da força e da vontade, contra todas as possibilidades, pareciam uma metáfora para a história por trás desta portentosa inauguração…
Cada vez que transpúnhamos a porta do número 1 de Redan Place, entre Notting Hill e o Hyde Park, sempre que atravessávamos as imponentes ombreiras de granito e as portas de ferro estilo Art Déco se abriam para nos dar passagem, sentíamos a grandiosidade, uma satisfação quase reverencial por este hotel, por esta marca que oferece tão mais que alojamento.
Six Senses foi fundada em 1995 por um casal de britânicos, assente em pilares de sustentabilidade e bem-estar. O primeiro resort nasceu na Tailândia e hoje contam-se 27 unidades no mundo todo (tendo sido a do Douro o primeiro na Europa). Os valores que guiaram a marca desde o início seguem fortes a determinar todas as nuances de cada abertura. Este Six Senses em Bayswater não é excepção. Estar no centro de uma capital apressada – e não em cima de uma praia paradisíaca ou no alto de uma montanha quase intocada – não o condiciona, antes motiva-o a circular a uma velocidade mais baixa. “Venha pela energia. Fique pela tranquilidade.” é uma das suas máximas. Mais do que uma filosofia, é estilo de vida. Em qualquer parte do mundo.
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