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Liberdade para se respeitar a história, sem medo de construir futuro. Liberdade para surpreender com arte, para fazer soar música, para sublinhar Portugal e o mar português com técnicas do mundo. É nome de Cervejaria, mas também forma de estar. Em Lisboa, na avenida substantiva.
Desenhada pelo francês Jean Lux Lurçat no tradicional ponto de Portalegre, a tapeçaria “Os Signos do Zodíaco” parece abençoar o espaço com uma mensagem subliminar.
Somos do mundo, do Universo, mas é desta terra, deste país, o sangue que nos corre nas veias. Com arte nos inspiramos, com música sonhamos, somos daqui, d’acolá, não interessa de onde vimos, estamos cá, neste lugar que é hotel, restaurante, mas também peça de arquitetura, pedaço de uma história de Portugal.
“Os Signos do Zodíaco” é a peça central da renovada Cervejaria Liberdade, no hotel Tivoli Avenida (reaberta no início de junho). Ganhou o nome da avenida que lhe dá morada, em pleno centro de Lisboa, mas o substantivo é também linha condutora. Do alto dos seus quatro metros, evocando constelações e intemporalidade, sublinha as raízes, a importância do que vem detrás, do legado, da herança.
Esta tapeçaria deu o nome ao primeiro restaurante do hotel, nascido neste mesmo lugar. O Zodíaco abria em 1961, o mesmo ano em que o renomado arquiteto Pardal Monteiro assinava a nova fase de inauguração deste Tivoli, no lugar onde, no século XIX, ficava o Palacete Rosa Damasceno (residência da famosa atriz de teatro). Só em 1932, o arquiteto Joaquim Norte Júnior transformou o palacete em hotel e, nos anos 1950, o arquiteto Porfírio Pardal Monteiro assinou o projeto de ampliação do edifício.
A tapeçaria de grandes dimensões parece querer contar tudo isso – e mais. Parece reter nela esta história tão lisboeta, que se abriga por detrás das grandes janelas viradas para a avenida. Tanto conta a história do famoso bife tártaro (que se mantém na carta), como dos múltiplos crepes Suzette, feitos ao vivo nesta sala de elegância pura – muitos deles pelas mãos do senhor Belém.
Senhor feliz, senhor Belém
João Belém trabalha nesta casa há 40 anos. Já a viu Zodíaco e Brasserie, até se converter em Cervejaria Liberdade, em 2017. Já serviu incontáveis bifes tártaros na mesa, sempre com gelo na base, o seu “truque”, bem como Crepes Suzette, que continuam a fazer virar cabeças, sempre que inicia o processo. O aroma parece deixar rasto entre as mesas de toalha branca, a estante-montra de cerâmicas (curadoria de Felipa Almeida), até embater na parede do fundo, onde se expõe a grande tapeçaria.
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