Restaurante Veneza
Mem Moniz / Paderne, Albufeira
T. 289 367 129
Horário:
segunda a sábado -19:00-22:00
sexta-feira: 12:00-15:30
domingo – 12:30-14:30
Encerra à terça-feira
blue Link: Restaurante Veneza
É uma espécie de templo gastronómico no Algarve. Aqui sentimo-nos a descobrir a cozinha tradicional do Barrocal, sub-região entre a serra e o mar, feita com tempo e saber, tal qual a faziam os ascendentes serranos.
Basta nomear alguns dos pratos para encetarmos um processo de salivamento, sabendo que os vamos saborear com prazer, pois são feitos com todos os matadores. A sopa de feijão montanheira sabe mesmo a feijão, o cozido com grão é excelso, o coelho estufado ou o cabrito com xerém, a cabidela de galo, transportam-nos para uma casa de família. E é isso mesmo do que se trata, porque no restaurante Veneza o clã familiar conhece os cantos à casa há mais de 50 anos.
Respeitar a cozinha identitária não é tarefa fácil, mas, com os produtos cultivados localmente e os animais a comer a flora da serra, tudo se torna sápido.
Depois, o saber-fazer transmitido de geração em geração, adiciona o passo seguinte para uma festa dos sentidos, adestrado pela notável garrafeira, com mais de mil referências.
Paderne fica a cerca de 12 quilómetros de Albufeira e garante todo o contrário da oligofrenia turística. Aqui o registo é o da tranquilidade dos ares da serra.
O dono, o senhor Manuel Janeiro, de 67 anos, é neto do inicial proprietário detentor de uma casa de petiscos/mercearia que começou a funcionar em 1947 e mais tarde, de bailes e concertos, em 1959, já com o pai.
Transformou em boa hora o lugar em restaurante e hoje é já o seu filho o senhor que se segue na garantia da prossecução deste património culinário.
Mas a alma da cozinha é ainda Zelita, a sua mulher que continua a supervisão com arte nos comandos dos fogões, bem como na pintura, seu hobby.
E só mesmo quem conhece os meandros da arte sabe que à mesa também se calcula saber e sabor com mestria e sensibilidade.
Das queixadas de porco ao cozido algarvio (com batata doce, couves e carne de porco), da sopa de feijão com chouriço preto à entremeada e feijão catarino (vale toda uma refeição, per si) até à língua de vaca com puré, ou as papas de milho, a cataplana de porco com amêijoas, chanfana de borrego, perdiz frita e o frango de fricassé, é todo um património que se pode provar com motivo de celebração.
“Tem de se manter a tradição, a gastronomia regional que não se pode deixar perder e para isso aqui estamos”, realça, em simultâneo, Zelita, que chega mesmo a pintar o receituário em pequenos azulejos, onde constam os ingredientes, sem segredos.
A gastronomia é acompanhada por vinhos de excelência, sendo que são 3.500 as referências presentes, numa riquíssima paleta que complementa em harmonia os pratos ricos.
Rodeiam-nos em prateleiras que se estendem entre as mesas, inspirando-nos e permitindo uma escolha direta e criando em simultâneo um ambiente acolhedor.
Por tudo isto, é sempre necessário fazer reserva, de forma a conseguir um lugar no paraíso.
T. 289 367 129
Horário:
segunda a sábado -19:00-22:00
sexta-feira: 12:00-15:30
domingo – 12:30-14:30
Encerra à terça-feira
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