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Tavira: Jóia na Coroa Algarvia

Vagueando sem rumo pelas ruelas de Tavira, vem logo à mente a citação bíblica: “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”. Não (apenas) por causa das 21 igrejas consagradas dentro desta cidade histórica, fundada em 1266 e elevada a cidade em 1520, mas, mais mundanamente, porque parece que a modernização e urbanização descontrolada do Algarve dos últimos 40 anos a ultrapassou quase completamente.

  • Texto: Tony Smith
  • Fotografia: Duarte Drago
10 de Outubro, 2025

Não há arranha-céus, nem discotecas ou bares ao estilo de Ibiza e muitas das lojas do centro da cidade apresentam montras com ares do século XX, um solitário carro de polícia ainda faz a ronda noturna por volta da meia-noite. Em suma, Tavira é uma das últimas jóias preservadas da coroa algarvia.

Graças a este encanto, a cidade tem-se tornado cada vez mais internacional nos últimos anos, mas até à data tem conseguido preservar uma portugalidade inconfundível.

As férias aqui têm um toque distintamente do antigamente: ferryboat para a praia (com direito a fila); vendedores ambulantes de bolas de Berlim; “drinques” numa esplanada ao pôr do sol – naturalmente acompanhados por ostras; jantares em noites de calor em mesas colocadas no meio da rua.

Acredite-se ou não, alguns residentes queixam-se de que a cidade está parada no tempo. Mas outros crêem que este é o futuro – não é por acaso que Tavira é uma das quatro únicas cidades portuguesas classificadas pelo movimento internacional Cittaslow, que promove a qualidade de vida através de paisagens intactas e caracterizadas pelo respeito pelas tradições, cozinha local autêntica, tradições artesanais – em suma, através da celebração de um estilo de vida lento e tranquilo.

Glamping Pé na Areia

As espreguiçadeiras estão arranjadas numa espécie de anfiteatro pé-na-areia onde será montada uma tela gigante para a estreia do cinema ao ar livre no Orla, o novo “glamping” na Ilha de Tavira.

Depois de pouco mais de um ano em que se transportaram 600 toneladas de materiais e equipamentos de barco para a ilha e 300 toneladas de entulho para o “continente” do outro lado da ria, os 3,5 hectares do parque de campismo municipal de Tavira levaram um upgrade radical. Hoje o parque – outrora rústico e básico – tem luz, água potável, Internet de fibra óptica, e – na secção de glamping – 24 tendas fixas T1 e T2 de lona, com estrutura rígida de madeira e ferro e com cozinha e casa de banho privadas (no próximo ano serão 40), mais umas boas dezenas de tendas de campânula de 15 a 21 m2, equipadas com camas e ar condicionado.

“Escolhemos tendas e não cabines porque queríamos manter a simplicidade do campismo, mas sem as limitações que a autenticidade às vezes impõe”, disse Martim d’Eça Leal que, junto com a mulher Jennifer, imaginou o projeto.

O resto do parque mantém as características do campismo livre, tradicional onde as pessoas trazem as próprias tendas, mas agora os campistas têm acesso a casas de banho novas e as restantes comodidades do Orla.

Além do cinema, os clientes contam com uma sucursal do badalado restaurante tavirense Come na Gaveta, um mini-mercado, um trilho de arborísmo e, naturalmente, a liberdade de desfrutar dia-e-noite os 11 km da ilha com as suas quatro praias de areias finas e bandeiras azuis. Gostamos é do Verão!

Orla - Ecoglamping

Orla - Ecoglamping

Ilha de Tavira

T. 281 013 936 / 926 991 081

E. reservas@orlaecoglamping.com

Preços glamping a partir de 120€, tendas pré-montadas a partir de 60€

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