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Um restaurante ao ar livre. Mais do que isso: uma sala de jantar no meio da selva, com comida e cocktails de sabores intensos e explosivos. Feito ao fogo, feito de fulgor. Respeitando o México, enaltecendo o México. Arca Tulum. De pés assentes na Terra. De todas as maneiras possíveis.
Quilómetro 7.6 da estrada da zona hoteleira. Na única estrada (estreita e caótica) que liga a cidade de Tulum à praia, entre farmácias com anúncios estridentes, uma profusão de boutiques, cafés, clubes e hotéis, fica a entrada do Arca. O restaurante do chef José Luis Hinostroza está no meio disso tudo e ao mesmo tempo desenquadrado de tudo isso. Entrámos e já saímos. Saímos das luzes, dos ruídos, do excesso, e entramos na selva, num certo silêncio majestoso – mesmo sem existir silêncio, antes um burburinho, uma mistura equilibrada de boa música e gente feliz.
Sentamo-nos numa das mesas de madeira iluminadas a luz de velas – e de lua. Mal nos sentámos, já estávamos envolvidos naquela sensualidade. A luz difusa que escoa entre os ramos das palmeiras de grande porte, o calor das noites caribenhas, um certo mistério, a descontração dos empregados… A tequila e os cocktails feitos de mezcal ainda não tinham chegado à mesa e já o corpo sorria.
Estamos no México. Que disso não restem dúvidas. Nas entranhas de um México que é tão autêntico quanto requintado. Feito de turismo, sim, de praias e de selva, de fotogenia e rugas, de chiles de todos os níveis de picante e de molhos com nomes que precisam de legenda, de sabores ácidos, fumados, frutados, de intensidade e ao mesmo tempo de elegância, de produtos da terra e de pratos com técnicas made-in Alinea, Can Roca e Noma. Tudo se serve em múltiplas camadas. Nada é minimalista aqui. Nem extravagante.
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