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Do mar lusitano ao prato global: a ciência e a arte que explicam porque temos o melhor peixe do mundo.
Foi no cenário idílico do restaurante Vinum, em Vila Nova de Gaia, durante as recentes Jornadas do Peixe Atlântico, que a tese se confirmou mais uma vez à mesa: a costa portuguesa não é apenas uma fronteira geográfica. É, antes, um terroir líquido de excelência mundial. Entre a ciência que explica as correntes e a arte de chefs que cruzam o Atlântico — da Galiza ao México — o peixe português reafirma-se como um luxo acessível e inigualável. Mas o que torna, afinal, este peixe “o melhor do mundo”? A resposta cruza, pelo menos, três grandes vértices: biologia marinha, nutrição e uma tradição longa de muitos anos.
Quando Ferran Adrià, o mítico chef catalão que revolucionou a gastronomia mundial com o El Bulli, afirmou perentoriamente que “o que mais me marcou em Portugal foi a qualidade do peixe e marisco”, que para ele — continuava — “são os melhores do mundo”, não estava a fazer apenas uma cortesia diplomática.
Estava a constatar uma realidade que tantas vezes damos por garantida, mas que possui uma justificação científica e geográfica profunda.
Esta premissa serviu de pano de fundo à mais recente edição das Jornadas Gastronómicas do Peixe Atlântico, que decorreu em outubro último no restaurante Vinum, inserido nas caves da Graham’s, em Vila Nova de Gaia. O evento, já na terceira edição e que se tem tornado, a pouco e pouco, um marco no calendário gastronómico da região, serviu este ano de palco para um diálogo improvável mas delicioso entre a frescura da costa portuguesa e a vibração da cozinha mexicana. Contudo, antes de chegarmos aos tacos de milho azul e aos aromas de Oaxaca trazidos pelo chef convidado Joan Bagur, é imperativo olhar para o mar que banha a nossa costa e entender o “milagre” que ali ocorre.
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