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Descobrir a Chapada Diamantina é como entrar diretamente no Brasil das telenovelas mais antigas. Aquele Brasil das fazendas, das ruas de pedra, das casas coloridas com portas sempre abertas e dos sotaques cantados do nordeste. A isto soma-se uma paisagem singular moldada pelo garimpo, a atividade que transformou a serra do estado da Bahia para sempre.
O nome é literal e não deixa espaço para grandes dúvidas: “Chapada” devido ao relevo plano e elevado e “Diamantina” como referência à intensa extração de diamantes que aqui ocorreu a partir de 1840. O potencial económico foi descoberto pela altura em que as jazidas mineiras de Minas Gerais se começaram a esgotar, recomeçando a corrida pela riqueza e trazendo garimpeiros (trabalhadores que se dedicam à extração de minerais e metais preciosos), que acabariam por dar vida a cidades como Lençóis e Mucugê, dois excelentes pontos de partida para uma viagem por este recanto da Bahia. Um dos pontos altos da história foi a descoberta do carbonato, conhecido como diamante negro, que foi utilizado nos automóveis de Henry Ford, na construção do Canal do Panamá e nas escavações das linhas do metro de Londres.
O ciclo do diamante entrou em decadência e, em 1980, a exploração mecanizada foi proibida por questões ambientais. O turismo tornou-se uma alternativa à economia regional e o Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985, ocupando 1.520 km² dos 38.000 km² totais.
Hoje em dia, é um destino de sonho para aventureiros e amantes da natureza e ecoturismo. No entanto, explorar esta imensa área exige os cuidados de quem conhece bem o terreno, até porque a cobertura de rede e as telecomunicações são instáveis. A empresa de turismo Chapada Adventure conta com guias locais qualificados que acompanham os visitantes ao longo dos percursos até às principais atrações, tornando acessível uma região com dimensões comparáveis às da Bélgica.
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