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Fernando Santos recebe-nos de braços abertos e sorriso largo, tal como há 32 anos acolhe quem entra na sua galeria homónima no número 526 da Rua Miguel Bombarda. Com a mesma hospitalidade de quem recebe os amigos em casa.
O galerista é o rosto e anfitrião da primeira galeria de arte, aberta em 1993, na artéria do Porto que haveria de se tornar conhecida como o Quarteirão das Artes ou de Bombarda. E orgulha-se de ter dado esse pontapé de saída.
Na altura, a escolha desta localização surgiu ao acaso. Nos dois anos anteriores, Fernando Santos tinha tido uma galeria não muito longe dali, na Rua D. Manuel II, junto aos Jardins do Palácio de Cristal, mas procurava um espaço “com outra dimensão e melhores condições”. Na época, a Miguel Bombarda “era uma rua cheia de espaços desocupados, vazios…”, recorda o galerista que acabaria por transformar um antigo armazém numa galeria de arte à qual deu o seu nome. “O Fernando Santos tem o nome da galeria, mas não tem que ter. Eu faço isto com prazer e acima de tudo com seriedade e uma relação muito própria com os artistas. É preciso que eles acreditem e confiem em nós”, sublinha.
Certo é que os 500 metros quadrados de área expositiva das primeiras três décadas, foram mais do que duplicados para 1200 metros quadrados em 2023 – e a galeria promete continuar a crescer. “A minha cabeça não para. Estou sempre a fervilhar de ideias”, confessa enquanto nos guia pelos dois pisos generosos onde acabou de instalar duas novas exposições. “Pinturas para bater o recorde de 6 segundos”, a primeira mostra nesta galeria do artista cubano Raúl Cordero (pinturas com a sobreposição de texto, imagens e formas geométricas feitas à mão) e “The Great Unknown”, onde Pedro Valdez Cardoso exibe mais de uma centena de obras da travessia pelo Ártico. Ambas podem ser visitadas até 21 de março.
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