Há algo de mágico, quase poético, no processo de criação de uma peça de artesanato. A matéria-prima em bruto, as mãos calejadas, o respeito pelos tempos e pelos métodos, a intuição. É com base nela – e na sabedoria adquirida ao longo de mais de 80 anos de atividade – que se fazem os bombos, os tambores, os adufes, as pandeiretas e alguns brinquedos no número 173 da Rua Central de Sampaio, em Ermesinde.
Foi ali, no piso térreo de uma casa familiar, que César Duarte Machado fundou, em 1943, a Oficina de Artesanato César. “Normalmente faz-se apenas referência aos homens, mas a empresa sempre funcionou em casal. Primeiro com os meus bisavós maternos, depois com os meus avós e agora com os meus pais, comigo e com a minha esposa”, esclarece César Gonçalves, 39 anos, representante da quarta geração.