A Invicta elabora duas outras referências: Portuguese Citrus (42%, 45,00€) e Navy Strength (57%, 54,00€).
No primeiro caso, os citrinos utilizados, dos quais apenas a casca, depois de seca, é aproveitada, são de origem nacional. “Os italianos pensam que teêm os melhores limões e os espanhóis pensam que tem as melhores laranjas, mas não”, confia Andy. “Portugal tem os melhores” citrinos. A laranja provém de Tomar, que tem “uma casca muito doce”. A toranja chega do Algarve e a tangerina é apanhada em Melres, Gondomar, cuja casca “é muito forte e deliciosa”. Andy acrescenta que, “quando usamos cascas com óleos”, que “são pesados”, ao “adicionarmos água tónica e gelo, o gin fica branco”, numa turbidez semelhante à que se gera noutras bebidas, como absinto, ouzo ou pastis. “Não é mau porque tem muitos óleos e, por isso, sabores”. Nesse sentido, não é aconselhável a utilização de mais de 5 gr./lt de citrinos.
A terceira referência, Navy Strenght, possui 57% álcool e é adequada para a preparação de cocktails, como Negronis, com Campari e Vermute, porque “precisa de sabor”. Os aromas “de Natal” de cassis e canela suportam a fortaleza do álcool. No total, para a elaboração de um gin, os botânicos não deverão ultrapassar 35 gr./lt.