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Teresa Ruão é uma espécie de tesouro em vias de extinção. Guardiã do património identitário da cozinha tradicional e regional portuguesa, representa um ícone de memórias da cozinha feita com tempo, ao ritmo do crepitar do fogo.
Utopia? Mimetismo? Lugar idealizado? Não, é mesmo real. Raro, mas real. Isso mesmo se sente no sabor, conseguido como o borbulhar lento de um caldo mas onde a tradição não é estática.
O restaurante de que Teresa Ruão é mentora, o Cozinha da Terra, é o lugar onde se encontra uma espécie de “Graal” da sapidez. Não são as “madeleines de Proust” mas sim o capão de pele crocante e quebradiça, untuoso e macio, os rojões no pingue, as tortas de S. Martinho, a alheira artesanal, os bolinhos de bacalhau.
Situado numa casa de antigos lavradores datada do século XVII, a Casa de Louredo, em Paredes, o restaurante Cozinha da Terra vive do ambiente de ruralidade e aconchego.
Autodidata, mas herdeira de uma riqueza cultural gastronómica que faz questão de não deixar cair no esquecimento, Teresa Ruão cozinha a lenha ou no pote, sem segredos.
Como estamos perto do Natal, nada como um capão assado a vapor num forno a lenha para exemplificar um ícone tradicional feito de forma particular por Teresa Ruão.
“Esta receita foi criada por mim, já que não se trata da habitual forma tradicional de confecionar o capão. Normalmente invento novas formas de fazer a partir do receituário normal”, conta-nos Teresa na cozinha da casa onde nasceu.
Pode dizer-se que as suas origens estão aqui mesmo.
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