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Évora, 1306. Esta é a data de construção de um edifício que a tudo resistiu e que, em pleno século XXI, recupera a beleza e a função. É casa agrícola, morada de uma família, lugar de partilha e celebração. Minhas senhoras e meus senhores, bem-vindos ao Paço do Morgado de Oliveira.
António é português, enólogo e produtor de vinho, casado com Alexandra, francesa, que, na empresa familiar, tem a seu cargo o enoturismo. Juntos têm três filhos. Alice com quase dez anos, Vitória com sete e António com quatro.
Abrem-nos as portas de sua casa, o Paço do Morgado de Oliveira, na freguesia de Nossa Senhora da Graça do Divor, a dez quilómetros de Évora, onde vivem há pouco mais de um ano.
Não precisaríamos saber muito mais para perceber que foi uma grande mudança, afinal este edifício preenche exatamente a definição de “paço” que encontramos no dicionário, com significados tão extraordinários como “palácio” ou “solar de família nobre”, o que muito pouco tem a ver com a maioria das casas do século XXI.
É preciso recuar alguns anos para encontrar o chamado “fio da meada” ou a origem desta história.
Em 2004, António Maçanita cria a empresa Fita Preta juntamente com o sócio David Booth, entretanto falecido, para produzir vinhos no Alentejo. Évora foi a escolha. Arrendou uma adega e deixou o tempo correr. Numa conversa com António, a palavra “tempo” é recorrente e à medida que o conhecemos melhor, vamos percebendo porquê. Para tudo na vida, nos diz que respeita o tempo necessário. Nas vinhas, na aprendizagem, na busca, no estudo.
A partir de determinada altura, mesmo sem pressa e sem pressão, a procura de um espaço para uma nova adega começou a intensificar-se. E apesar de ter visitado muitas propriedades, continuou sempre disponível para a descoberta porque sentia que ainda não tinha acontecido “o clique”. Havia uma dimensão nesta procura que o próprio António não consegue explicar muito bem…
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